Luigi Nero é uma pequena homenagem às mais chatas contactantes do Inov Contacto 10: as duas Martas (que vão para bem longe, Moçambique e Austrália) e a Ana (que vai para a Roménia). Foram elas que começaram a chamar-me Luigi Nero.

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

Futebol e sexo!

Este post diz respeito ao dia 31 de Janeiro.

Há vários dias que não durmo bem. A véspera da viagem foi um pesadelo. Só aí pude avaliar mesmo o estado de ansiedade (andei sempre calmo, mas nessa noite foi o descalabro total). Voltas e mais voltas, numa noite sem fim. Já na pousada, nas 1as noites ia dormir por volta da meia-noite. Entre ressonares e a minha cabeça que não parava, nem sei quantas horas dormia. Parecia-me que estava sempre desperto.

Com o convívio, vou agora dormir para o quarto sempre depois da uma e, mesmo assim, custa-me imenso adormecer. Ando cansado, preguiçoso e nem a miséria do café italiano me safa.

Ontem fui a uma escola de italiano e hoje de manhã fui a outra. Na 1ª, o curso não intensivo começou em Outubro. Fui recebido pelo director que fala um português abrasileirado e que me deu alguns conselhos: 1° um intensivo de duas semanas e depois talvez um não intensivo. Super simpático. Na escola de hoje, indicaram-me também intensivos e um curso pós-laboral de 20 horas. Na empresa, fui aconselhado a fazer este pequeno curso. Disseram-me que chega e que depois melhoro com a conversação com eles. Talvez faça isso.

Ontem fui ainda ver um quarto para a zona de Furio Camillo. Vi o anúncio no site do portaportese e enviei um mail. Resposta rápida e enviaram um número de telefone para marcar uma visita. Assim foi. Às 18.30 estava à porta (tive tempo para dar uma volta no quarteirão). Fui recebido por uma alemã de nome Dorothee e depois por uma italiana chamada Daniela. Mostraram-me o quarto. Talvez 10 m2. Tem uma pequena cama, um armário e vai ter uma secretária. Bom, bom foi ter casa de banho privada (infelizmente evitam-se encontros imediatos). Fiz algumas perguntas e despedi-me com a promessa de uma resposta rápida. Como é obvio, esqueci-me de um pequeno pormenor: existe uma sala comum com tv? Parece pouco importante, mas não. Qualquer um gosta de passar alguns minutos com o cérebro em relanti e vim para cá com a ilusão que todas as apresentadoras da RAI são de deixar água na boca. Um pormenor interessante que pode ter sido menosprezado atrás: a casa é habitada por duas italianas, 2 alemãs e um italiano (irmão de uma das italianas e que está de saída). Vale a pensa colocar uma questão: e que tal? Numa 1ª avaliação, nada de especial (mas só vi duas). Já enviei um mail para negociar o preço. Os meus colegas dizem que não é mau, para a zona e para as condições. Estou à espera de uma resposta.

De regresso à pousada, um inglês ou americano diz que vai jogar-se hoje o AS Roma – AC Milan para a Taça de Itália. Eu e um colombiano decidimos ir. Uma bilheteira perto da pousada está encerrada. Decidimos ir ao estádio, na esperança de encontrar uma bilheteira. Apanhámos o autocarro 910 junto à Termini. Demorou cerca de 40 minutos e a hora do jogo a aproximar-se. A caminho do estádio resolvi perguntar a um rapaz onde ficam as bilheteiras (em inglês). Disse-me que não há bilheteiras junto ao estádio, mas que deverá haver alguns candongueiros a vender bilhetes. Perguntei-lhe de onde é, diz-me que é português. : ) Que coincidência. Mudamos logo o chip da língua. Comprámos 2 bilhetes para a bancada atrás da baliza. 20 euros cada um. Combinei com o portuga (Rui) para nos encontrarmos no final do jogo, já que íamos para sectores diferentes.

Depois de ver o jogo, necessito de formular uma teoria: aquando da criação do Homem por Deus, Alá, o que seja, deve ter sido definido um tipo de ser humano – o membro de claque de futebol. Em Portugal e aqui, têm as mesma características: amantes de petardos, de broquinhas, de papel queimado, de fumo e de confusão. Não esperem um jogo sossegado nem tranquilo. Com o primeiro golo da Roma fui empurrado para a fila de baixo. Nos outros dois, mal era golo já eu saltava para a fila da frente à espera de ser empurrado. Depois alguns elementos mais “primitivos”, iniciam o ritual de moche atirando-se uns contra os outros.

No final do jogo, lá encontrei o portuga e fomos os 3 para a Termini. Ainda fomos comer uma fatia de pizza. Fiquei a saber mais algumas coisas sobre Roma e combinei com ele irmos a um concerto de música de câmara na Igreja de Santo António dos Portugueses.

A meio da madrugada, dou conta do inglês/americano, que falei há pouco, entrar no quarto acompanhado de uma donzela já embriagada. Diz ela “não, está gente, podem acordar” e o inglês diz “não há problema”. Eu, para não arranjar chatice, deixei-os continuar. Resultado? Tive a oportunidade de assistir ao vivo o ritual de acasalamento ou em termos mais modernos de life sex. Foi tipo National Geographic.

Não vou contar mais pormenores, mas posso dizer que eu e o colombiano nos levantamos para ir a casa-de-banho, e isso resultou apenas numa paragem de breves segundos no dito ritual.
publicado por luiginero às 11:43
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1 comentário:
De ines "a prima" a 2 de Maio de 2007 às 21:23
Não tens vergonha d tar a ouvir os outros!
Aqui fica o meu 1º comentário , tou a adorar a leitura.
Beijinhos com saudades .

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